Janiópolis, Querido Rincão

Monday, September 11, 2006

Reconhecimento da Região onde se encontra Janiópolis

A marcha natural do progresso por aqui se iniciou por Sumé , historicamente conhecido como o Santo dos Tamoyos e dos Tupis. Segundo registros históricos, muito antes de Colombo e de Cabral, esse grande conquistador e desbravador sertanista adentrara estas regiões e construiu o chamado “Caminho da Montanha do Sol”. Rasgando, então, um dos ramais do Caminho do Peabiru, estabeleceu ligação entre os indígenas do vasto Pindorama e seus irmãos Incas iniciando assim o intercâmbio indispensável ao fortalecimento da amizade intercontinental.
Em decorrência dessa luta pioneira e desbravadora o Paraná povoara-se de pequenas e de grandes comunidades. Em nossa região, graças à imigração de famílias que para cá convergiram, atraídas pela fertilidade das terras e pelo sonho de aqui construírem seu futuro, estabeleceu-se, entre outras, a comunidade do Graminha/Riozinho em 1935, sendo esta a mais cotada para ser a sede do novo município que então se cogita a criar. Entretanto, em razão da topografia e da hidrografia, transferiram o local da atual sede municipal, denominada no princípio de Pinhalzinho, em virtude da abundância de árvores de pinheiro existentes em sua localidade.
Pinhalzinho situava-se na jurisdição territorial e administrativa de Campo Mourão (antes, Campo de Mourão) – cidade que surgira em homenagem a D. Luiz Antônio de Souza Botelho Mourão, que mandando explorar e povoar a região Oeste, organizara para tal uma expedição, cujo comando fora entregue ao Capitão Estevão Ribeiro Baião.
No ano de 1950 o povoado, contava com 630 pessoas com uma área de 74,59 mil hectares.
Janiópolis, assim como as cidades vizinhas, viveram de alguns ciclos importantes da economia nacional e a lavoura cafeeira teve sua importância no seu desenvolvimento.
Este livro apresenta fatos importantes e pessoas que fizeram e fazem parte da história da cidade e que souberam valorizar sua terra e sua gente, fornecendo uma visão sobre um conjunto de informações, com pesquisas de fatos do Município e da Cidade, enfocando de maneira consistente todos os seus aspectos, permitindo assim obter um quadro real de suas características.

Um pouco de História

A Revolução Industrial, processo iniciado na Inglaterra, em meados do século XVIII ( por volta de 1760), alterou profundamente o cotidiano das pessoas, essa modificação pode ser sentida, entre outros, através do êxodo rural, processo de urbanização que marca praticamente o fim das industrias domésticas e, talvez a mais grave, a separação definitiva entre capital e trabalho.
Iniciado na Inglaterra, rapidamente ,este processo de aceleração da produção, atingiu outros países, primeiramente na Europa e, posteriormente, nos outros continentes, principalmente Ásia - Japão especificamente - e América: EUA e Canadá no século XIX , e Brasil, Argentina e México no século XX.
Antes de explanarmos os efeitos desta Revolução em nossa cidade , aprofundaremos o estudo de alguns conceitos essenciais para compreender a grandiosidade do processo denominado de Revolução Industrial.
Êxodo rural é o nome dado ao processo que leva pessoas que moram na Zona Rural a se locomoverem e mudar sua residência para a Zona Urbana.
Urbanização é o aumento percentual da população das cidades em relação à população Rural.
Industria doméstica , como o nome já diz, é a forma de produção de bens com maquinas simples ( de preço pequeno), mão-de-obra familiar e realizada em uma pequena área de terra, geralmente, como complemento do orçamento doméstico.
E, finalmente, a separação entre capital e trabalho é o fato dos trabalhadores que, efetivamente produzem os bens e não têm a posse das máquinas, ou seja, do capital investido na produção. Como proletários, fabricam, estes bens, em máquinas que não são de sua propriedade, tendo assim, conseqüentemente, pouco retorno em relação ao preço do bem, seja por seu valor, seja em virtude da quantidade que produzem..
Segundo Aron Magno Dangui, Professor de História e Geografia; “A Revolução Industrial - processo de aceleração da produção - se caracteriza por solidificar o poder da burguesia, dividindo assim a sociedade em apenas duas classes sociais: Capitalista e Proletários. Capitalista é o proprietário dos meios de produção (sítios, fazendas, bancos, fábricas, atacados, etc.); Proletários são os trabalhadores que trabalham em troca de um salário, nos meios de produção de propriedade dos capitalistas”.
A partir do conhecimento do significado destes termos , torna-se fácil compreender a mudança que esta Revolução causou na vida das pessoas, pois notem : as pessoas - a imensa maioria - moravam no campo em condições de higiene e alimentação, se não boas , pelo menos, razoáveis. Tinham um sitio - fazenda , como chamavam - e, trabalhavam em família nesta terra; muitos possuíam maquinas (simples - baratas) nas quais produziam bens - roupas, móveis, etc. .
Esta vida calma foi, repentinamente , mudada. Pois as pessoas foram, obrigadas a se mudarem para as cidades à busca de um meio de subsistência, já que sua industria doméstica havia sido “engolida pela concorrência das fábricas ( as máquinas das fábricas produziam muito mais que as máquinas das indústrias domésticas e eram muito mais caras e eles não podiam comprá-las). As condições de trabalho nestas fábricas eram terríveis e, pior, os chamados “bairros operários” eram verdadeiras fábricas de mortos. Para não morrer à mingua as pessoas se sujeitavam a salários irrisórios ,com jornadas de trabalho insanas ,sem direitos.
O surgimento de Janiópolis está vinculado a esta expansão da produção. O Brasil era no século passado o maior produtor de café do mundo. Neste século a situação não mudou e, na década de 50, as regiões de Londrina e Maringá eram grandes produtores desta planta. Janiópolis surge no processo de ampliação destas áreas de cultivo de café, voltado, em sua maioria , para a exportação. Vamos ter aqui em nossa cidade, no final da década de 40, a criação de uma estrutura de produção de café para atender o mercado externo; assim, surgem muitos sítios de pequeno tamanho - minifúndios - que produzem café - na maior parte da área e, também , alimentos para a subsistência- legumes, verduras, cereais, aves , gado de corte, etc. A população chegou a 26 mil habitantes (censo de 1970), uma vez que o café necessita de muita mão-de-obra. Pode parecer incrível , mas neste período (década de 70 ) a cidade - núcleo urbano - era muitas vezes menor do que é hoje.
A maior parte da população era habitante da Zona Rural. Os motivos são óbvios, não? ...
Na década de 70 novos fatores vão surgir no cenário político-econômico brasileiro. O Governo nosso é uma ditadura militar ,que tem como geopolítica a ocupação da Amazônia e parte do Paraguai. Este mesmo governo, através do endividamento externo, resolve transformar o pais rural com grande produção agropecuária de então, em um país urbano e, essencialmente, industrializado, com agricultura mecanizada.
A estes fatos juntam-se já as tradicionais, geadas . Em 75 , tivemos outra “Geada Negra que destruiu novamente , os cafezais. Neste momento, entra o interesse do governo de ocupar as áreas acima citadas, e cria-se o “mito” da riqueza fácil em Rondônia e no Paraguai. Milhares de pequenos produtores de nossa cidade rumam para este novo “Eldorado”.
O capitalismo - na expansão do café - fundou nossa cidade, e os interesses capitalistas ,conjugados com os interesses dos militares, mudaram nosso perfil econômico e social.
Hoje , predominam, em nosso município grandes fazendas monoculturas (soja, milho) , com produção para exportação.
A população atual é pouco mais de 6 mil habitantes”

Criação do Município de Janiópolis

O Município de Janiópolis foi criado em 1961 pela Lei Nº 4.450?61, de 21 de outubro de 1961, aprovada pela Assembléia Legislativa do Estado do Paraná e sancionada pelo então Governador, Sr. Ney Aminthas de Barros Braga. O novo município teve sua sede administrativa assentada no então patrimônio de Pinhalzinho que doravante, desmembrado do Município de Campo Mourão, passa a integrar o Município de Janiópolis, com as seguintes divisas:
Começa no Rio Goioerê na barra do Riozinho, sobe por este até a barra do Ribeirão Vermelho, sobe por este até a barra do Ribeirão Pavão até sua cabeceira, donde alcança a cabeceira do Arroio Palmital, descendo por este até a barra do Ribeirão barreiro e pelo Ribeirão Barreiro acima até encontrar a divisa entre a Glebas 3 –1ª Parte e 10 da Colônia Goioerê; seguindo pela mesma divisa até encontrar a cabeceira do Ribeirão Comissário; desce pelo Comissário até encontrar divisa das Glebas 10 e 13 da referida Colônia; segue pela divisa citada em rumo Norte até encontrar as cabeceiras do Arroio Água Grande desce por este até a sua barra no Rio Goioerê, subindo por este até a barra do Riozinho.
O município perdeu 31,11 mil hectares de sua área, em virtude da criação do município de Boa Esperança, pela Lei estadual Nº 4.844 de 06 de março de 1964, cuja instalação se deu a 14 de dezembro de 1964.

Origem do Nome do Município

O Município de Janiópolis reverencia o nome do ex-presidente da República Federativa do Brasil , o sr. Jânio da Silva Quadros.
Denominava-se anteriormente Pinhalzinho, devido à existência, na região local, de muitas matas nativas de pinheiros.

Jânio Quadros

Político brasileiro, Jânio da Silva Quadros nasceu em Campo Grande, Mato Grosso. Formou-se em Direito pela Faculdade de São Paulo (1939), onde sua família se radicara, desde 1930. Professor de Português do curso secundário, teve em 1947 seu primeiro mandato eletivo, como vereador à Câmara Municipal. Daí por diante, foi sucessivamente eleito Deputado Estadual (1951), Prefeito (1953) e Governador de São Paulo (1954), Deputado Federal pelo Paraná (1958) e Presidente da República (1960) e novamente Prefeito de São Paulo.
Vencendo uma coligação de nove partidos, em luta eleitoral que ele próprio classificou como o do tostão contra o milhão, tornar-se-ia, como prefeito, o líder de um movimento popular de renovação política, baseado na eficiência e na moralidade da administração pública.
Em apenas 14 anos de carreira política, Jânio Quadros atingiu o Palácio do Planalto, prometendo uma “vassourada” na corrupção. Demitiu funcionários públicos, proibiu brigas de galo, corridas de cavalos durante a semana, condecorou Ernesto “Che” Guevara, adotou política internacional independente enviando o seu vice-presidente aos países socialistas.
Alegando “forças ocultas”, Jânio renunciou deixando o país mergulhado na perplexidade e na agitação política.


Emancipação Política


Em 30 de dezembro de 1960, Pinhalzinho foi elevado à categoria de Distrito pela Lei n.º 36. Situado na Jurisdição territorial e administrativa de Campo Mourão, um ano depois de sua elevação a distrito, Pinhalzinho foi finalmente elevado à categoria de Município pela Lei Estadual n.º 4.450, de 20 de outubro de 1961, que também mudou seu nome para JANIÓPOLIS.
A instalação do seu móvel municipal deu-se em 18 de Novembro de 1962, consubstando-se assim a plena autonomia político-administrativa da nova Jurisdição Municipal, quando tomou posse o primeiro Prefeito, Sr. Oscar de Paula Pereira.
Para compor a primeira Câmara de Vereadores foram eleitos os senhores Antonio Augusto da Silva, João Batista do Lago, João de Paula Pereira, João Quintino, José Antenor Alves, Raimundo Claro Filho, Telvi Barzotto e Valdevino Celoni
Aos habitantes do Município dá-se a denominação de janiopolenses.


Colonização


Os primeiros habitantes que constituíram o Município de Janiópolis, eram de procedências étnicas diferentes. As correntes imigratórias que favoreceram a formação da cultura do povo de Janiópolis são principalmente de portugueses, italianos, alemães e espanhóis, bem como de migrantes das regiões Minas Gerais, Paraná (Norte Velho) São Paulo, Rio de Janeiro e a maioria da região do nordestina. Aqui recebiam dos governos da época , (entre eles o Governador Moisés Lupion, Companhia Breda de Londrina e Secretaria do Estado do Município de Pitanga), títulos de posse de terra , com lotes de 3.00 a 72,70 há, explorados em média por 2 a 3 famílias, onde era cultivado “café, feijão, arroz, mandioca, algodão, hortelã, milho, safras de porcos e principalmente, extração de madeira.
Os primeiros habitantes migraram para o interior do Município, com intuito de realizar exploração agrícola e extração de madeira, surgindo assim diversas comunidades, entre elas Água Grande - 21 Km (1956), Bredápolis – 18 Km (l950), São Domingos – 18 Km (1958), Ouro Verde – 12 Km (1951), Bragápolis – 9 Km (1955), Graminha – 3 Km (1935), São Roque – 16 Km (1950), Água do Belém – 21 Km (1955), Periferia de Janiópolis “Takao – 2 Km (1960), Amantino – 5 Km (1945), Vera Cruz – 5 Km (1946), Cinco Marcos – 12 Km (1961), Comissário – 20 Km ( 1950) e Distrito de Arapuan – 17 Km ( 1947).



Resumo Histórico


Depoimento de alguns pioneiros e moradores de Janiópolis:
Segundo o senhor Pedro da Silva: “No município de Janiópolis havia muitas fazendas e sítios de cafezais. Cada sítio tinha em sua colônias 2 a 3 famílias e nas fazendas 30, 40 0u 50 famílias trabalhando fixamente como arrendatários, porcenteiros e meeiros, conforme o trato feito com os fazendeiros e sitiantes. Ao mesmo tempo todas estas famílias cuidavam do cafezal; elas plantavam também as suas roças de algodão que era outra cultura que atraía e assentava muita gente no município” finaliza o senhor Pedro, que era sapateiro.
O senhor Francisco Riado Ribas Filho (Chiquito), nos relata o seguinte: “Quando cheguei em Janiópolis, no ano de 1954, havia apenas seis casas, um hotel de propriedade do Senhor Rodoarte, duas casas de comércio de propriedade dos senhores Oscar de Paula Pereira e de Alfeu Teodoro de Oliveira; morava também o senhor Juvenal Pedroso, que tinha um caminhão (Pé-de-bode), aliás o único veículo motorizado. O objetivo era colocar um ramo de comércio: a Farmácia Regina que funcionava na atual Rua Irmãos Pereira. Ao redor era tudo mato. Para divertirmos, alguns anos depois, fazíamos teatro, íamos aos bailes, onde sempre acabavam em briga. Os produtos de consumo viam de Ponta Grossa. Estradas não tinha, apenas carreadores. Para irmos a Campo Mourão ou para Goioerê, apenas de carroça ou a cavalo e ainda com muito sacrifício, principalmente nos dias de chuva. Era muito difícil nos casos de pacientes que necessitavam de atendimento médico, pois para isso tinham que ir a Campo Mourão, tornando arriscada a vida do indivíduo, devido ao período longo da viagem”.
Quando perguntado sobre o que faziam com os mortos, Chiquito comenta “que foi reservado um terreno, hoje localizado na Vila Prado, onde foi inaugurado com o corpo de um bêbado apelidado de Passarinho, que faleceu por motivos óbvios e foi enterrado como indigente”.
O senhor Matias Reinaldo Sampaio, escritor de uma inteligência prodigiosa, diz o seguinte: “Quando cheguei em Janiópolis no ano de 1969, fiquei entusiasmado com o que estava vendo: Nunca tinha visto um comércio tão pequeno e tão movimentado assim. Segundo Matias: "Janiópolis era uma cidade pequena, mas era premiada pela abundância de terras extraordinariamente férteis; na sua maioria, chapadas planas, cortadas por córregos e igarapés abastecidos por mananciais de águas límpidas e cristalinas, em que se plantando tudo dava e abundava. Totalmente retalhado por pequenas propriedades rurais onde o café, o algodão, o milho, o feijão e a criação de galináceos, ovinos suínos e bovinos abundavam, garantindo a paz e a tranqüilidade do homem do campo, Janiópolis era privilegiado por uma população de mais de 30 mil habitantes, que assegurava o progresso do comércio local e o bem estar dos habitantes citadinos”, finaliza Matias.
Benedito Batuíra Pereira Porto ºé filho de Américo Pereira Porto e Dulcília Clementina Porto, nasceu em Ibitinga estado de São Paulo no dia 21 de novembro de 1921. Chegou em 1953, vindo Astorga – Paraná, onde morou quatro anos. Casou noestado de São Paulo com Alzira Chiquito Tem cinco filhos.
A diversão da época era os bailes que aconteciam nas ªtuiaª das fazendas, jogo de bola, de baralho. e também tinha uma raia para corrida de animal. Corrida de cavalo era atração no município.
Já morou na capital de São Paulo onde trabalho na Crush em 1948 e 49. Em Janiópolis sempre trabalhou na lavoura
Ficou conhecido na cidade por possuir uma máquina de arroz.
˝Fui candidato a prefeito em 1966. Não queria, só aceitei porque o Paulo Poli que era deputado brigou com o Alfeu que seria candidato único. O Paulo me escolheu para ser candidato. Mas eu nem fiz campanha – pois não entendia nada de política e até agora não entendo. Assinei como candidato, sem saber. Pensei que fosse uma ficha de filiação. Depois que eu assinei bateram palmas e fizeram festa Eu não fiz campanha, os outros que fizeram para mim, finaliza o senhor Benedito.
Etelvina Barros Freire nasceu no dia 05 de outubro de 1930, em Assaré no Ceará. Casou-se em 1949 com Antonio Barros Freire. Veio para Janiópolis em 1954.. Dona Etelvina diz o seguinte: “Quando cheguei, tive que morar em uma casinha de madeira,e na época tinha 3 filhos. Tive que ir a pé para o sítio que ficava uns 12 quilômetros, por um carreador cheio de mato. Tinha um local de lona para a celebração da missa quando vinha um padre de Campo Mourão ou de Araruna”Ajudar os outros sempre foi uma das especialidades da pioneira Etelvina Barros Freire. Ela é uma das fundadoras do Movimento Vicentino no município de Janiópolis uma organização ligada à igreja católica que tem a finalidade de ajudar as pessoas menos favorecidas. Além dos vicentinos, Etelvina contribui com diversas outras entidades, como a Pastoral da Criança. É mãe de 12 filhos, s que são destaques no comércio e na área de educação criou 02 filhos adotivos e 22 netos
Pedro Cardoso de Morais chegou em Janiópolis em 1942, com os pais João Fidélis e Mariana Cardoso de Morais. “Quando a gente veio num tinha nada aqui, só mato, bicho e índio” – lembra o pioneiro que é nascido na cidade de São Jerônimo da Serra no Paraná, no dia 31 de março de 1931. Ele casou-se com Maria de Jesus Morais no ano de 1951 com quem teve dois filhos. Morou no município de Janiópolis até 1982 quando foi embora para o Estado de Rondônia e agora está de volta. “Estou de volta porque gosto muito desta cidade” – afirma.
O senhor Joaquim Fermiano que veio para a região em 1947, após os irmãos Júlio, Francisco e Abel Fermiano que já estavam na localidade desde 1944, vive feliz em sua chácara na estrada para o Takao..Ele Nasceu em Ortigueira, no dia 17 de janeiro de 1924, sempre trabalhou na agricultura e fala com orgulho que Janiópolis é um lugar abençoado por Deus. Joaquim é viúvo de Maria Paz Camargo Fermiano com quem teve 8 filhos, sendo que 7 nasceram em Janiópolis.
Campolim Moreira de Souza, chegou no ano de 1949 nesta região,. Segundo Campolim que sempre viveu da agricultura, sendo anos de luta nesta localidade. “Graças a Deus conseguimos criar nossos filhos com boa educação e conseguir uma vida digna neste lugar” – conclui.
O pioneiro Durval Franco lembra que Janiópolis já foi muito melhor, principalmente, para quem tirava o sustento do trabalho com a lavoura. Ele lembra com saudades do tempo em que o café era a principal cultura da região. “Ganhei muito dinheiro com a lavoura de café” – recorda o pioneiro. Nascido em Pouso Alegre, estado de Minas Gerais, no dia 27 de março de 1923, Durval já foi prefeito do município por 36 dias. Ele era vice-prefeito na gestão (66/70) e assumiu a prefeito em janeiro de 1968 por 36 dias, quando o titular do cargo Alfeu Teodoro pediu uma licença. Nunca mais quis se envolver com política. Ele mora no município desde 1952.
Iza de Jesus Santos, nasceu no dia 03 de outubro de 1921, no Riacho dos Machados , em Minas Gerais. Veio para Janiópolis em 1963. Tem 12 filhos e 10 netos. A senhora Iza comprou sozinha um sítio com muito sacrifício, pois sofreu muito ao chegar aqui com os filhos, mas com muito trabalho conseguiu alcançar seus objetivos.



A senhora Cândida Quadros dos Santos que chegou no município em 1935 revela-nos que : “ Quando chegamos a derrubada das matas era feito de forma rudimentar com a abertura de picadas . Era necessário um desbaste da vegetação rasteira e dos cipós, utilizando-se foices e facões afiados. Após iniciava a derrubada das árvores, utilizando o machado e a serra manual.
A habitação era feito de pau-a-pique e a cobertura feita com folhas de palmito. As paredes eram feitas com troncos de palmito e os espaços eram preenchidos com barro batido misturado à palha.
Quando foi implantado definitivamente a venda de lotes na região foi adotado o sistema de agentes corretores de terras para transportar e mostrar de perto aos possíveis compradores a exuberância da floresta, a riqueza das águas e a qualidade indiscutível do solo.
Por causa da composição do solo da região, em dias chuvosos, as picadas tornavam-se intransitáveis devido ao barro liso que se formava. Isso não impedia que milhares de homens destemidos se instalassem na região.
Uma vez que a compra dos terrenos eram facilitadas, poucos daqueles que os visitavam deixavam de comprar. Em pouco tempo toda a região foi tomada por proprietários de terras, os quais abriam uma clareira, construíam um rancho, instalavam suas famílias e iniciavam a derrubada definitiva das matas para a plantação de café, e pequenas culturas de subsistência.
Existia ainda a possibilidade de compra onde os proprietários de terras contratavam os serviços de famílias para a derrubada da mata e o plantio das mudas de café até que a lavoura estivesse produzindo, processo esse que durava em torno de seis anos. E para isso, o contratado recebia do contratante um pedaço de terra no final do contrato, o qual era feito verbalmente, mas há casos de descumprimento do acordo, havendo com isso rixas, desavenças e problemas e infelizmente o contratado é que ficava do prejuízo.
Com a poupança acumulada nos anos do café em formação, pela plantação e a colheita de cereais, alguns empreiteiros conseguiram aumentar suas terras e desses, muitos se tornaram grandes fazendeiros ao longo dos tempos.
Nos primeiros tempos, os desbravadores viviam em intensa solidariedade entre seus vizinhos, socorrendo uns aos outros nos momentos difíceis, no empréstimos de ferramentas e gêneros alimentícios, na troca de dias de trabalho, mutirões e no transporte de doentes, que alíás, era muito difícil uma vez que tinham que levar à Campo Mourão.
Com o passar do tempo os mutirões eram comuns e tornava-se motivo de festejos ao fim do evento, e isso acontecia quando o chefe da família caía enfermo, e para que a sua produção não perdesse, os amigos e vizinhos encarregava-se da colheita”., conclui dona Cândida .
Talvez seja essa a causa de que o povo janiopolense preserva em seus costumes a hospitalidade e o dom de servir a seu semelhante sempre disposto a colaborar, como podem, quer em eventos para arrecadar fundos para entidades, quer para socorrer os mais necessitados.

Pioneiros


Cândida Quadros dos Santos (1935); Julio Fermiano (1943), João Fidelis (1948); Joaquim Fermiano (1947); Campolim Moreira de Souza (1949); Antonio Ferreira Dangui (1952); Durval Franco (1952); Pedro da Silva (1949); Alfeu Teodoro de Oliveira (1949); Benedito Batuira Pereira Porto (1953);Maria Sercundes de Souza (1952); Izael Pereiras Porto (1955); Augusto do Rosário Carreira (1957); Francisco Riado Ribas Filho (1954); Leônidas Motta (1953); Lucélia Maria Cazarin da Silva ( 1954); Esmerinda Alves da Cruz ( 1950); Castorina da Aparecida ( 1944); Juvenal Teixeira (1950); Maria Teotônia de Oliveira (1950); Amando Ilheos da Silva (1940); Maria Reinaldo da Cunha ( 1950); Maria Verônica de Oliveira ( 1950); Enedina Tereza de Jesus dos Santos (1950); Antonio Mariano de Campos (1950) Armando Alves Barbosa (1957); Emanuel Barros Freire (1950);); Raimundo Agapito de Souza (1950); Alípio Moreira (1961); João Gomes (1946); Natal Breda (1952): Manoel Barbosa dos Santos (1948); Pedro Cardoso de Morais (1942); Januário Chiulli (1951): João Detoni ((1958); João Fernandes da Fonseca (1958); João Cardoso de Morais (1948)); Família Prado (1960); Família Belém (1960); Oscar de Paula Pereira (1948); Vitor Detoni (1956); Derci Garcia Romano (1953); Palmira Gomes (1951); Zeneide de Bairros (1951); José Veloso (1951); Valdemar Garcia Rodrigues (1953; Antonio Garcia Rodrigues (1953); José Marques (1961); Maria Taveira Celestino ( 1960); Etelvina Barros Freire (1956); Osvaldo Teixeira (1956); Antonina da Aparecida (1944); Carmelinda Lopes Perez (1949); Zuzi da Silva (1956); Iza Maria de Jesus (1960);Joaquim da Costa (1950); José Pascoal de Souza (1957); Ambrosina Alves de Souza(1956) e outros mais que tanto fizeram e ainda fazem por nosso município através do labor



Aspectos Físicos e Geográficos


Nome completo do Município: Janiópolis
Micro Região: Campo Mourão – 286
Zona Fisográfica: Zona Fisográfica do Piquiri, Região Noroeste do Paraná ou Oeste do Paraná.
Planalto: Situado no 3º Planalto Paranaense.


Limites


O Município de Janiópolis situa-se entre os municípios de Goioerê e Campo Mourão, na zona fisiográfica Centro-Oeste, Estado do Paraná, e pertence a mesoregião sócio-econômica de Campo Mourão, tendo por divisas:
ao Norte com o Município de Tuneiras do Oeste: começa na barra do Arroio Água Grande no Rio Goioerê, sobe pelo Rio Goioerê até a barra do Rio Riozinho e divisa com o Município de Farol do Oeste;
ao Oeste com o município de Goioerê: começa no Rio Comissário, e em linha reta e seca em direção a Norte pela linha de divisa entre as Glebas 21 2 22 e 10 e 113 da Colônia Goioerê até alcançar a nascente do Arroio Água Grande; Moreira Sales: começa na nascente do Arroio Água Grande, desce por este até a sua barra no Rio Goioerê e divisa com o Município de Tuneiras do Oeste, e Rancho Alegre;
ao Sul com o Município de Boa Esperança: começa no Rio Riozinho na barra do Córrego os Baianos, sobe por este até a barra da Água dos Canários daí em linha reta e seca em direção a Oeste seguindo o Travessão 2 da
Gleba 10 da Colônia Goioerê, até o extremo da Fazenda Carminatti, daí em direção ao sul até a nascente do Arroio denominado BA – 5, segue por este até a sua foz no Rio Barreiro, segue por este até a foz do Arroio denominado BA – 6, segue por este até a sua nascente, daí em linha seca até alcançar o Rio Comissário, segue por este até a divisa com o Município de Goioerê;
ao Leste com o Município Farol começa no Rio Goioerê na barra do Rio Riozinho sobe por este até a barra do Córrego dos Baianos e divisa com o Município de Boa Esperança.

Área Territorial


O Município de Janiópolis, possui uma área territorial de 334.870 Km2 ou 33,48 mil hectares.


Quadro Natural


- Área Urbana: 7,4084 Km² ou 740,84 Ha.
- Área Rural: 327,46 Km² ou 32.746 Ha.
- Distrito Judiciário Administrativo: Arapuan e Bredápolis: 223,24 Km² ou 22,324 Ha.
Sede: 48,7 Km² ou 487 Ha.

Climatologia


De acordo com a classificação de Koeppen, o clima que predomina é o Cfa. É um clima subtropical úmido, sem estação seca definida, mesotérmico com verão fresco a quente.
O clima subtropical úmido mesotérmico, tem verões quentes e geadas pouco freqüentes, com tendência de concentração das chuvas nos meses de verão, sem estação seca definida. A média das temperaturas nos meses mais quentes é superior a 22º C e a dos meses mais frios é inferior a 18º C.


Coordenadas Geográficas


- O Município de Janiópolis, está situado abaixo do Trópico de Capricórnio e abaixo do Paralelo 24º.
Latitude Sul: 24º 04' 51''
- O Município está situado à esquerda do Meridiano de Greenwich.
Longitude: 52º 43' 01''.


Temperatura


A temperatura dos meses dezembro/janeiro é maior que 30ºC e dos meses de junho/julho é mais fria, menor que 14ºC, com ocorrência de geadas e concentração de chuvas no verão.

Regime Pluviométrico


Precipitação anual varia de 1450 a 2600 mm\ano.
Período chuvoso indefinido, com maiores incidências de outubro a março.
Pluviosidade
Leitura Ocorrência
Média 2.600 mm Ao longo do ano
Menor 2,5 mm Março
Maior 98 mm Maio
Fontes: Emater/ Cartão Climático do Paraná/IAPAR

Topografia


A topografia predominante varia de plana a suave ondulado.
Varia de 380 a 640 metros acima no nível do mar.

Solos Predominantes


Os solos predominantes no Município de Janiópolis são: roxo/arenoso, arenoso e roxo, sendo o primeiro com maior concentração (75%).
É constituído por latossolo vermelho-escuro e roxo de textura argilosa, em menores quantidades encontra-se o pdozólico vermelho-amarelo e terra roxa estruturada, com textura médio areno-agilosa. A potencialidade do solo reside em pedras para revestimento, como o cascalho.

Hidrografia


Localiza-se na Bacia Hidrográfica do Rio Piquiri.
O Município é banhado por diversos cursos d’água que são afluentes do Rio Goioerê, todos aptos ao uso de irrigações e piscicultura, sendo os principais:
O Rio Riozinho, o Rio Barreiro, o Rio Água Grande, o Rio Caracol.
Rios de limites do Município de Janiópolis: Água do Comissário, Rio Água Grande, Rio Barreiro, Córrego Água dos Baianos, Água dos Canários, Córrego BA –13, Córrego BA – 5, Córrego BA – 6.
No Interior do Município de Janiópolis: Córrego Santo Antônio, Córrego Água dos Peões; Rio Papagaio, Córrego Água do Belém, Rio Riozinho, Córrego Guatupê ou do Jeremias, Água Teixeira ou Aimoré, Água do Pacífico, Água da Limeira, Água Faxineiro, Ribeirão Faxinal, Água São Miguel, Água da Saudade, Água Vermelho, Água Tamanduá, Córrego das Abelhas, Ribeirão Jacaré, Água Marumbi, Água do Tupã, Ribeirão Cinco Marcos, Ribeirão Arapuan, Água do 10, Água dos Pires, etc.
Fontes/nascentes de águas são encontradas em todo o Município e praticamente em todas as propriedades. São de boa qualidade para o consumo humano e animal. No entanto, não possuem em quantidade satisfatória a preservação/proteção ciliar.

Paisagem Fitogeográfica


Floresta Subtropical perenifolia, Floresta Tropical subperenifolia e Floresta Subtropical subperenifolia
A vegetação primária, ainda remanescente, é do tipo floresta subtropical perenifólia, constituídas por árvores exuberantes, tais como: cedro, peroba, canela, araucária, etc.
A cobertura florestal atual na sua maioria é composta por vegetação secundária e terciária tais como: cipós, gurucaia, arranha gato, taquara, etc., sua utilização é esporádica atendendo basicamente o consumo doméstico.
São poucas as reservas naturais, e o seu reflorestamento é insignificante devido a extensivo cultivo pela aptidão do solo, provocando assim um desmatamento incontrolado.
As matas naturais do Município são de aproximadamente 1% da área total e se localizam em sua maioria em propriedades particulares.
As matas ciliares também são poucas, estando desgastadas, e em alguns riachos observa-se o assoreamento das margens e leitos.
O reflorestamento é feito apenas para combate à erosão, quebra ventos, proteção de geadas fortes, embelezamento de estradas, ruas da cidade, lenhas, cercas, etc. Ocupa apenas numa área de 138 Há, com eucalipto – 40 Ha; com Grevilha – 25 Há; com Angico - 9 Ha.


O Executivo


1962 à 1966
Prefeito: Oscar de Paula Pereira
Vice: Francisco Riado Ribas Filho

1966 à 1970
Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira
Vice: Durval Franco da Silva

1970 à 19/72
Prefeito: Raimundo Claro Filho
Vice: Sebastião Costa

1972 à 1977
Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira
Vice: Massaru Makimori

1977 à 1983
Prefeito: Antonio Ferreira Dangui
Vice: Renato Orbolatto

1983 à 1988
Prefeito: Neurides Valber Brero
Vice: Oscar Gonçalves

1989 à 1993
Prefeito: Antonio Ferreira Dangui
Vice: José Silva da Fonseca

31/01/1993 à 29/05/1993
Prefeito: Alfeu Teodoro de Oliveira
Vice: Avelino Bortolini

29/05/1993 à 01/01/1997
Prefeito: Avelino Bortolini

1997 à 2000
Prefeito: Julio Batista Guimarães
Vice: José Silva da Fonseca

2000 à 2004
Prefeito: Avelino Bortolini
Vice: Almir Gonçalves Barros

2004...

Prefeito: Jair Januário Detófol

Vice: Sidinei Vieira Lopes


Galeria dos Prefeitos